Apesar da situação econômica do País, Daniel Mirabile espera que a NEC cresça 20% neste ano

Há menos de um ano à frente da NEC do Brasil, Daniel Mirabile diz que hoje a empresa é outra. Em entrevista ao Futurecom All Year, ele destaca que a volta da lucratividade. Contra um prejuízo de R$ 16 milhões no ano fiscal de 2014, registrou ganhos de R$ 5 milhões no primeiro trimestre de 2015 e pretende fechar o ano com algo em torno de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões.

Mirabile reconhece que o mercado atravessa uma situação difícil, o que se evidencia nas previsões cada vez mais pessimistas sobre o Produto Interno Bruto (PIB). Mas assegura que a NEC está “dando a volta por cima” e desfruta hoje uma situação financeira mais favorável que a dos dois exercícios anteriores, com uma previsão de crescimento de 20%.

O setor de infraestrutura e de segurança pública é o que mais avança atualmente na companhia, seguido pelo de telecomunicações, com destaque para o DWDM (tecnologia de comunicações ópticas), que partiu de uma base zero e hoje já acumula pedidos da ordem de R$ 70 milhões, podendo chegar a R$ 100 milhões no fim do ano. Ao mesmo tempo, Mirabile lembra novas tecnologias que vêm sendo implantadas, como a virtualização de funções de rede para as operadoras, área em que já há pilotos em andamento.

Entre as inovações mais significativas, o presidente da NEC no Brasil destaca o e-pathologist, uma solução que propõe tornar as biópsias mais ágeis, mais eficientes e mais acuradas. Em linhas gerais, o material colhido é escaneado e a imagem é comparada a um banco de dados. O processo permite identificar o tipo de tumor, determinar se é benigno ou maligno e, no caso de um câncer, apontar até o estágio em que se encontra. Como em outras inovações, a cooperação humana e técnica fornecida pela matriz japonesa é fundamental.

No setor de serviços públicos, Mirabile destaca o contrato recentemente fechado com a Receita Federal para fornecimento de um sistema de reconhecimento facial para controle de fronteiras. Esse projeto encontra-se em fase de execução em 14 aeroportos internacionais. A NEC do Brasil desenvolve soluções também para bancos e área de varejo que, assim como a e-pathologist, se desenvolvem no campo do big data.

Hoje, 85% dos negócios da NEC encontram-se no Japão. A estratégia da corporação, porém, prevê alcançar o equilíbrio, com a presença da divisão internacional chegando a 50%. Nesse movimento, o Brasil é considerado o país mais importante da América Latina, podendo contribuir com metade dos negócios na região.


Veja a entrevista e conheça outros aspectos das operações da NEC no Brasil.

 

Por Renato Cruz e Nilton Tuna Mateus - Futurecom